sexta-feira, 20 de março de 2009

"Não busquemos no amor os grandes prazeres, ardentes e inebriantes; busquemos as modestas alegrias, tocadas de suave melancolia. A melancolia é alguma coisa santa, eco de uma harmonia executada no céu, sentimento que perfuma o amor e o faz incorruptível". (C. Bini)

quinta-feira, 19 de março de 2009

...

Quando a beleza nos toca não há palavras que possamos usar para descrevê-la... 
Há apenas palpitação, suspiro, silêncio e paixão...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O dia que hoje se põe
Tem tons de sangue que o colore
Parece mais um alaranjado
Misturado a um lilás
Deixa o celeste, ao fundo, ofuscado.

Celeste não sou
Quando estou ao teu lado
Mesmo que tu não saibas, me deixa mais vivo
A vida sempre ganha um colorido
Pelo simples fato de estar, ao teu lado, contigo...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O desfazer de um sonho
Degenerado, privado
Vai embora deste corpo cansado
Dando adeus feliz, risonho...
Deixa para trás o corpo
Cansado, desfigurado
Por tentar se reformar, atarefado
Em arrumar o que está torto...
Um novo dia virá
Envolvente, insolente
Liberará a dor latente
E um novo sonho descobrirá...
Mas enquanto ele não vem
Inesperado, desparatado
Aqui jaz um corpo cansado
Com um triste olhar de desdém...

Mateus Romanini


sábado, 13 de setembro de 2008

Não sei se me perdi
Se foi na ida ou na volta
No sentir 
Ou no buscar não sentir
No te fazer feliz
Seja a quem for
A quem "te" condiz
Talvez seja a ti
Talvez seja a mim
Talvez seja a outro
Alguém que nem esteja aqui
Somente desejo
Do fundo, por mais que me doa
Que tu sejas... feliz.

Mateus Romanini

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Quão longo será este dia?
As luzes do sol já se foram
Sobrou o som
Que até a pouco se fazia ouvir...

O rum que agora bebo
Além do que já circulou até meu cérebro
Nada deturpou, mas atenuou
A fadiga, o cansaço do dia-a-dia...

Eu ainda vejo Roma queimar
Nero com a tocha em suas mãos
Não o indivíduo, a propriedade
Mas a loucura, a inquietação...

Pela paixão e pela glória
Um peão no tabuleiro
Não morra em vão meu companheiro
Antes me dê um abraço
Permita-me estender-lhe a mão.

Mateus Romanini

terça-feira, 17 de junho de 2008

Como definir um momento tão simples
Senão com simples palavras
Nenhuma oração complexa
Nenhuma canção
Ou lúdica conversa...
Foi um fio de cabelo negro perdido
Em um canto
De um solitário recinto
Eu, com uma vassoura na mão
Imaginando estar contigo...
Entre meus dedos, um fio de cabelo
Ínfima parte da tua presença
O suficiente para uma doce lembrança
De uma sexta, perdida no tempo
De um amor, guardado na memória
De um recente passado
Que sempre se faz presente
Na minha atual história
Um único fio de cabelo
Que te levará comigo...
Sempre...